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CAPOEIRA: “UMA ARTE ESQUECIDA” POR SER BRASILEIRA???????

No Brasil há milhares de capoeiristas espalhados por todo território Nacional. Mais infelizmente o governo brasileiro não olha como deveria olhar para essa arte que encanta.

A capoeira no Brasil não tem insentivo, pois os capoeiristas hoje em dia “sofrem” para organizar um evento em suas respectivas escolas.

Outoros esportes sempre bem patrocinados e divulgados no pais, exemplo do Judô que não é uma arte bradileira, mais que tem um valor muito inferior ao da capoeira.

A capoeira tem o dom de encantar a quem tenta conhecer, capoeiristas saem de suas casas para fazer o papel que o governo deveria. Pois muitos capoeiristas ensinam a capoeira em projetos sociais gratuitamente. O pagamento que o professor de capoeira ganha é saber que conseguil resgatar jovens do mundo das drogas, fazer com que todos estudem e respeitem os pais.

Sempre quem pode treinar em projetos assim percebe-se que em casa ele mudou de comportamento.

Queria fazer um apelo a todos.

Venham conhecer a capoeira e veja o quanto é mágica.

História da Capoeira

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Escravos jogando capoeira no Brasil Colônia

Escravos jogando capoeira no Brasil Colôniaimages-2
Raízes africanas 

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

 

No Brasil 

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Três estilos da capoeira 

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional, criado por Mestre Bimba, caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. Porém é importante ressaltar que capoeira é uma só, a Capoeira de Angola, considerada a mãe dos outros estilos e mais próxima da capoeira jogada pelos escravos africanos.

 

Você sabia?

– Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história.

 

– É comemorado em 3 de agosto o Dia do Capoeirista.

Categoria: Notícias
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